Pois é...às vezes é assim!
Tinha tantos planos que se desvaneceram...
Tinha tantos sonhos que se esfumaram...
Aprendi da forma mais dura que não somos nós que estamos no comando. O universo tem planos para nós, porventura planos maiores. Nós apenas o cumprimos, apesar do nosso livre arbítrio.
É nestas alturas que sempre surge a pergunta: Porquê?
E são tantos os porquês que nos encontramos perdidos num emaranhado confuso de pontos de interrogação. Sem respostas. Perdidos...Confusos...
Já há alguns anos cogitava sobre os Caminhos de Santiago. Primeiro como sendo uma aventura engraçada de fazer e depois, quantos mais porquês surgiam, olhava para o Caminho como uma forma de me reconectar, ter tempo para me ligar de novo à mãe terra, à natureza, ao divino. Precisava de uma oportunidade e de uma forma de me conectar de novo comigo próprio. Fazer um "reset" da mente, do corpo e da vida. Limpar a memória e o espírito para poder encontrar de novo o rumo. Afinal, "de que servem as velas ao vento se o navio não tem destino..."
Precisava de aprender a arte da aceitação, para simplesmente aceitar o que o universo tinha já planeado para mim. Para isso necessitava de ter tempo de qualidade para a necessária introspecção.
Sempre gostei de estar sozinho, sou aquilo a que vulgarmente se chama um lobo solitário, mas foi preciso chegar aos 48 anos de vida para perceber que juntando o prazer de estar sozinho ao gosto de caminhar, os pensamentos ganham mais fluidez e clarividência.
Muitos apelidam-no de Chamamento. O Caminho chama por nós, não por todos, apenas por aqueles que precisam e estão preparados.
Iria, pois então, peregrinar. Teria que descobrir o significado de peregrinar. Esta foi, talvez, a minha primeira pergunta. O que é peregrinar? Qual o significado?
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